Maputo – Condutores de “chapas” têm enfrentado dificuldades ao longo da Estrada Circular, após relatos de que estão sendo obrigados a fazer paragens não programadas na rotunda da Central de Maputo (CMC). A situação tem sido atribuída a indivíduos que protestam contra o recente aumento do preço dos combustíveis no país.
Segundo passageiros e motoristas, grupos de manifestantes têm abordado os veículos de transporte público coletivo, obrigando-os a descarregar todos os ocupantes na rotunda, como forma de chamar atenção para a subida do preço da gasolina e do gasóleo.
“Estávamos a caminho do trabalho quando fomos obrigados a sair do autocarro na rotunda. Foi muito confuso e ninguém sabia o que fazer”, relatou um passageiro que preferiu não se identificar.
A medida tem gerado transtornos significativos para os usuários do transporte público, obrigando muitos a caminhar longas distâncias ou procurar alternativas mais caras para chegar aos seus destinos. Por outro lado, os condutores de “chapas” afirmam que são colocados numa situação difícil, pois não têm escolha a não ser obedecer aos manifestantes, sob risco de confrontos ou danos aos veículos.
Até o momento, autoridades locais não emitiram declarações oficiais sobre intervenções na rotunda da CMC, mas observadores alertam que a situação pode afetar seriamente a mobilidade na Estrada Circular, uma das artérias mais movimentadas da cidade.
O aumento dos preços dos combustíveis tem gerado protestos esporádicos em várias regiões de Maputo, refletindo o descontentamento de cidadãos e trabalhadores do transporte coletivo que enfrentam custos cada vez mais elevados para manter os serviços em funcionamento.
As autoridades de transporte e de segurança são chamadas a mediar a situação, garantindo que a circulação de pessoas e veículos continue sem colocar em risco a segurança de condutores e passageiros.
