Nhonguistas” na EDM? Moradores denunciam alegado esquema de corrupção em Maputo


Moradores da zona de Mavoco, na província de Maputo, estão a denunciar um alegado esquema de corrupção, conhecido popularmente como “nhonguismo”, envolvendo funcionários da Electricidade de Moçambique (EDM). Segundo os relatos, mais de 20 famílias teriam recebido ligações de energia eléctrica feitas de forma clandestina, mas com a promessa de que seriam posteriormente legalizadas.

De acordo com as famílias afetadas, funcionários da EDM terão garantido que o processo estava dentro da legalidade, levando os moradores a aceitarem a ligação e a começarem a comprar energia através do sistema Credelec. A electricidade funcionou normalmente durante cerca de dois meses, período no qual três equipas diferentes de fiscalização passaram pela zona e validaram a instalação, sem levantar qualquer irregularidade.

No entanto, a situação mudou de forma inesperada quando uma quarta equipa de fiscalização visitou o local e declarou a rede totalmente ilegal. Os fiscais ordenaram a retirada imediata de toda a instalação eléctrica, deixando novamente as famílias às escuras. A justificação apresentada foi que os pagamentos de Credelec estariam a ser registados em Boane e não na Matola, onde se localiza Mavoco.

A decisão gerou revolta e muitas dúvidas entre os moradores. “Quem autorizou a ligação? Por que razão três equipas disseram que estava tudo certo e só agora a instalação é considerada ilegal? E onde está o dinheiro que pagámos pela energia?”, questionam os residentes, que dizem sentir-se enganados e prejudicados.

As famílias afirmam ter investido valores significativos não só na compra de energia, mas também na instalação interna das suas casas, acreditando que a ligação era legítima. Com o corte repentino, muitas atividades do dia a dia foram afetadas, incluindo conservação de alimentos, estudos das crianças e pequenos negócios domésticos.

Até ao momento, a EDM ainda não veio a público esclarecer o caso nem responder às acusações feitas pelos moradores de Mavoco. O silêncio da empresa tem aumentado as suspeitas de corrupção interna e reforçado o sentimento de injustiça na comunidade.

Os residentes apelam às autoridades competentes e aos órgãos de investigação para que apurem os factos, responsabilizem os envolvidos e encontrem uma solução urgente para restabelecer a energia de forma legal e transparente, evitando que mais famílias sejam vítimas de situações semelhantes.

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